segunda-feira, 1 de agosto de 2016

FB SE CORAGEM

As olimpíadas e o desejo de sangue.
Não me parece positivo pra qualquer sociedade que a louca propagação do desejo de sangue seja o assunto dos bares e das tvs.
A perversão honesta de um único indivíduo que quer mais é lançar bosta no ventilador é importante e legitima.
Mas uma massa, uma manada, uma sociedade, desejando o sangue e que o pior aconteça, sei lá, é bem doentio e maluco.
E agora a sociedade maluca e doentia tem um único inimigo: as olimpíadas.
Então querem:
- que o RJ se foda depois das olimpíadas,
- que haja ataques terroristas,
- que vaias e humilhação irrompam nos eventos oficiais,
- que a violência urbana carioca atinja também todos os gringos,
- que protestos sejam marcados por um Estado violento,
- que o país seja consagrado por sua incompetência,
- que ad infinitum...
E todos tem seu inimigo perfeito para justificar seu insaciável desejo de sangue:
- o Lula e o Moro.
- a Dilma e o Cunha.
- a Globo e a Mídia Ninja.
- a Esquerda e a Direita.
- o Golpe e o PT.
- e isso sem pensar em prefeito e candidato,
- ad infinitum too
As olimpíadas estão aí. Salvo engano, sempre foi um evento de paz promovida e aliança temporária entre continentes.
O fato das olimpíadas terem sido sempre uma utopia não há desmerecem e nem a desqualificam. Talvez o contrário.
Não sei.
Mas em contextos como esses. E morando no RJ e tentando me informar sobre isso e aquilo, não chego a conclusão e me conformo com um imperativo biológico:
- é desejo de sangue, é desejo de sangue, é desejo de sangue.


quinta-feira, 2 de junho de 2016

A libertação de não ser lido.
E de beber muito.
E de lembrar que blogue é blogue e esse jorrar é saudável.
Saudável também é praticar exercícios.
Não pratico exercícios e sei que melhor seria se.
Então blogue, já que exercícios não ainda.
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Depois do bode.
Tudo certo.
Estúpido bode.
Estúpido tudo certo.
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Eu mesmo. Fernando. Delírios meus para mim.
O desafio continua o mesmo: um dia de cada vez.
Quero comer dias, vomitar dias, quero berrar que o dia a dia é real, mas não adianta nada de nada, não importa nada de nada. Real não importa nada de nada.
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Ver uma bunda perfeita e elegante.
Amiga sensível me aponta a bunda e ela tem toda razão: uma das melhores bundas já vistas por toda história da humanidade.
Tento ouvir de longe o que é dito, sem sucesso.
Bunda vasta, expressiva, que não cabia em si e chegava ao mundo.
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Não consigo gritar com a massa.
Não consigo confiar na massa.
A massa, de esquerda ou de direita, ainda é a massa.
Com todo desejo de messias que a massa tem.
Não dá pra confiar em quem confia em messias.
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É um dos momentos mais MERDAS da história recente.
Governo interino merda. Governo deposto merda.
(sem fim)
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FB se coragem:
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Nada de nada. Ouço, depois da Argentina, o primeiro disco do Criolo.
Nada de nada.
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Ahhhhh.




quarta-feira, 1 de junho de 2016

E volto e volto.
E é tudo por mim, sobre mim.
Minha frase agora seria: "O mais livre dos homens é o mais egoísta dos homens. Ele se ilude alegremente ao aplicar sua limitação para todo o mundo. Como se tudo estendesse dele.".
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Mas isso vem de coisas diversas:
- eu mesmo, minhas agonias e senões.
- a boa amiga, em fim de grande amor sem entender que nem ela nem ele fizeram algo errado. Até o contrário - em termos idealistas.
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FB se coragem.
Havia uma ideia geral, simples e aceitável: a queda da Dilma traria uma mudança que, por ser mudança, poderia fazer as coisas se mexerem.
Teve o terrível espetáculo de domingo da votação da câmara.
Um dia triste pra qualquer um. Eleitor da Dilma teve vergonha, eleitor do Aécio teve vergonha. A população teve vergonha.
Era o pior esepelho: real e deprimente. Sim, tristemente, a camêra dos deputados é PROFUNDAMENTE o retrato da nossa sociedade.
(blablabla. não rolou. sem fim)



sábado, 21 de maio de 2016

momento estranho no país e não gosto do FB como ferramenta de opinião.
então blogue.
eu aqui. eu mesmo.
tudo avacalhado e triste. sensação de sem saída. vai temer, sai temer, vem dilma, fora dilma e todos eteceteras e essa política chata e estúpida: um idiota do bem outro idiota do mal: dois idiotas.
Minha máx síntese da polarização política que continua, cada vez mais fraca e sem sentido.
Quanto tempo vai ser assim?
Governo deposto: nada de nada (repete:égolpeégolpeégolpe)
Governo temporário: nada de nada (repete: culpadoptculpadoptculpadopt)
Então o grande foda-se aos que insistem em tomar partido do governo qual for: deposto ou temporário.
meu fb, se coragem: (pensado enquanto cagava)

Pela boa disputa.

mundo binário:
Governo 00: égolpeégolpeégolpe
Governo 01: culpadoptculpadoptculpadopt

mundo atual:
idiota do bem
idiota do mal
dois idiotas

mundo ideal:
centro
direita
esquerda



segunda-feira, 2 de maio de 2016

Solidão como dado real e calma muita calma.
Muita calma nunca é paz, mas resignação.
01 ano passa voando e lá tem o pote do fim do arco íris.
Por que diabos a objetividade racional não consegue vencer a sensação de que PRECISO fazer coisas?
É inteligente a decisão racional: segura mais 10 meses para 30 meses de perspectiva diária.
Mas o inteligência nunca convenceu ninguém.
Mais fácil ir à luta armada por paixões e fanatismos do que por articulação da razão.
-
Meu teatrinho e minha ação concentrada.
Tudo para apenas um lugar, um sentido, um objetivo.
Tudo só pra isso. Que não é só. E é o oposto de só.
Como fosse microscópio.
Sei lá.
Algo tipo o aleph (se bem entendi) do Borges.
-
Perde-se muito muito tempo em coisas que nem importam de verdade.
Coisas que compõem a vida,
seu cotidiano e tudo, mas que, ah, nem importam.
Meu desejo mais inocente e afetado:
não ter que lidar tanto com a cotidianaria. Ou então transcender a lá Buk, que sempre soube a importância das pequenas tarefas. (o 'amarrar os sapatos' que ficou pop com crumb, mas que sempre esteve lá, na obra do buk, dando conta de diversas coisas: limpar casa, trabalhar, ir ao mecânico, etc.)
Conclusão: há um ano de 90% de coisas que nem importam:
cortar o cabelo é a mais urgente hoje, 02 de maio de 2016.
-

sábado, 30 de abril de 2016

Dia de estar em casa e tudo lento que só. E faz frio de 22 graus no RJ.
E ouvir música enquanto se lê as letras e pensar que sentir muito nem sempre cabe no mundo real.
E lembrar do blogue e do exercício calmo de sanidade que havia na escrita constante.
Falando comigo mesmo como o mais eficiente dos terapeutas.
E sentir saudade de tudo, e se jogar nas nebulosas do cérebro,
com álcool, memória, livros e drogas. E musica. E, vá lá, a vasta internet.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

escrotinho do acaso:
01. me fodeu com suas fodinhas. exigiu desculpas, exigiu perdão, mas manteve o não colado na testa. tô, hoje 08 de dez de 2015, com raiva de 01.
02. tivesse botão era quem escolheria. mulher boa e generosa. cérebro, liberdade para experimentação sexual e intelectual. mas não tem o maldito botão.
03. tesão de bicho. uma coisa rara prum homem como eu, de poucas mulheres. quero dizer: tesão, num lugar raro e, sei lá, talvez místico. ela é gostosa, farta, dá tesão doido, de bicho. não consigo pensar em 03. sem deixar de pensar.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

um dia

Isso é um diário.
-
Sinto olhos nas costas
de gente que quer
me distrair de mim mesmo
, mas avisei
que era só eu só eu só eu.
*
A honestidade não é virtude
e, mesmo em 2015,
há damas que creem em sacrifício
e liberdade.
Ao mesmo tempo
as damas querem tudo
ao mesmo tempo:
sacrifício e liberdade;
mas sou fraco
e só penso em mim
e digo às damas:
- o mundo não segue
essa maravilha bonita
que você tanto caprichou.
- o mundo, neném,
é mau e está
muito pouco se fodendo
para você
e suas ações positivas.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

O cérebro é cheio de encantos e funciona de maneira esplendorosa.
Eu no mercado meio ocupando o tempo e meio frustrado de não ter uma grande sacada para a janta.
Vou aos congelados lembrando que carpacio é carpacio é carpacio.
Em micro segundos: repara o mundo externo e vejo um rosto que. O rosto ri meio idiota. Em micro-segundos o rosto vira sua amiga e o riso sinal de que está alí e o rosto ri de constrangimento/deboche. E lembro, ainda em micro segundos, do papo 'faço compra aqui'; e eu meio que olho pra traz e reparo em duas pernas largadas que caminham em uma velha calça jeans e sim, eu concluo: é a L. que está alí, e o rosto é da amiga da L., e esse jeito meio escroto de caminhar é da L.
Mas entendo, ainda nos micro segundos, que não é pra olhar mesmo e que L. acha melhor fingir que não viu.
Aceito. Em Paz. Até porque apenas rompeu meu fluxo cerebral íntimo e confuso.
Então faço e tento lembrar o que cogitava comprar. E vou e volto. E, vira e mexe, lembro da presença que foge e olho mais o chão do que as prateleiras.
Coimbra 3 cervejas, Martini nas compras e, porra, meu caralho, puta reação exagerada, pensou eu ao pensar em você e na bobagem que eu lhe disse.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Depois de anos ela retorna e está ainda mais linda.
Devo dizer que também estou melhor, mais forte, sobretudo.
E falamos.
E há papo.
Ela melhorou com o tempo e não é mais maluquete sem direção de anos atrás.
Eu também melhorei, não sou mais o que acredita na própria desgraça.
E há papo, memória, álcool e uma liberdade franca de conversas inteligentes.
Há afeto, mesmo sem mimimi e há certo encanto ao perceber que, apesar de tudo,
tudo faz sentido.
-
Pela manhã reparei em suas lindas costas.
Embora desejasse ver um peito ou outro, um mamilo ou outro, vi as costas nuas e tive uma epifania:
- mulher linda, dessas que dá vontade de exibir pro mundo.


sábado, 27 de junho de 2015

Ver o brilho das palavrinhas na tela do computador.
Eu alimentava um blogue com frequência e escrever era parte da minha vida.
Não mais.
Posso culpar o FB e coisas do tipo. Faz sentido, mas agora não é o caso.
Bem ou mal, mesmo pouco, com o blogue eu escrevia porque sabia que seria lido. Havia leitores.
Agora não. Digo na lógica antiga do Blogue.
O FB é exposto demais e é, no entanto, o que hoje mais se aproxima do Blogue.
Não há nada dizer,
apenas a vontade de brincar de escrever na tela brilhante do computador.

domingo, 22 de março de 2015

03.


  • Uma cintura extremamente feminina. Dessas que dá vontade de puxar contra si e sentir o inferno. Nua. Linda. Uma buceta muito bonita mesmo. Delicada com os lábios em flor. 
  • Uma chupada que perdeu o compasso e distraiu o pau. O pau duro, o pau meia bomba, o pau mole.
  • A linda mulher nua ao meu lado com sua pele em flor. A bunda em rampa e as fotografias mentais que eu tirei. 
  • Que continue. 

quinta-feira, 19 de março de 2015

02.


  • Eu fico feliz. Entro em vaginas e sinto-me bem muito bem. Vagina como coisa em si e, vá lá, sou um amante generoso. A mulher, a vagina. A vagina, a mulher. É muito decente usar e ser usado ao mesmo tempo. Amor pode vir ou não vir. Mas buceta e pau, como coisas autônomas, são capazes de se entender muito bem, obrigado. 

quinta-feira, 12 de março de 2015

Eu mesmo.
Aquela gracinha de não existir.
Piada interna:
isso jamais poderia ser um haicai.

terça-feira, 10 de março de 2015

01.

  • A elegância está contida naqueles homens que, à noite, após tomar banho, descem até um bar e bebem uma ou duas cervejas no máximo. Tanto faz se são casados ou não. A decência dessa prática é tão visível que eles retornam ao lar antes mesmo dos cabelos estarem completamente secos.