O cérebro é cheio de encantos e funciona de maneira esplendorosa.
Eu no mercado meio ocupando o tempo e meio frustrado de não ter uma grande sacada para a janta.
Vou aos congelados lembrando que carpacio é carpacio é carpacio.
Em micro segundos: repara o mundo externo e vejo um rosto que. O rosto ri meio idiota. Em micro-segundos o rosto vira sua amiga e o riso sinal de que está alí e o rosto ri de constrangimento/deboche. E lembro, ainda em micro segundos, do papo 'faço compra aqui'; e eu meio que olho pra traz e reparo em duas pernas largadas que caminham em uma velha calça jeans e sim, eu concluo: é a L. que está alí, e o rosto é da amiga da L., e esse jeito meio escroto de caminhar é da L.
Mas entendo, ainda nos micro segundos, que não é pra olhar mesmo e que L. acha melhor fingir que não viu.
Aceito. Em Paz. Até porque apenas rompeu meu fluxo cerebral íntimo e confuso.
Então faço e tento lembrar o que cogitava comprar. E vou e volto. E, vira e mexe, lembro da presença que foge e olho mais o chão do que as prateleiras.
Coimbra 3 cervejas, Martini nas compras e, porra, meu caralho, puta reação exagerada, pensou eu ao pensar em você e na bobagem que eu lhe disse.
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