segunda-feira, 2 de maio de 2016

Solidão como dado real e calma muita calma.
Muita calma nunca é paz, mas resignação.
01 ano passa voando e lá tem o pote do fim do arco íris.
Por que diabos a objetividade racional não consegue vencer a sensação de que PRECISO fazer coisas?
É inteligente a decisão racional: segura mais 10 meses para 30 meses de perspectiva diária.
Mas o inteligência nunca convenceu ninguém.
Mais fácil ir à luta armada por paixões e fanatismos do que por articulação da razão.
-
Meu teatrinho e minha ação concentrada.
Tudo para apenas um lugar, um sentido, um objetivo.
Tudo só pra isso. Que não é só. E é o oposto de só.
Como fosse microscópio.
Sei lá.
Algo tipo o aleph (se bem entendi) do Borges.
-
Perde-se muito muito tempo em coisas que nem importam de verdade.
Coisas que compõem a vida,
seu cotidiano e tudo, mas que, ah, nem importam.
Meu desejo mais inocente e afetado:
não ter que lidar tanto com a cotidianaria. Ou então transcender a lá Buk, que sempre soube a importância das pequenas tarefas. (o 'amarrar os sapatos' que ficou pop com crumb, mas que sempre esteve lá, na obra do buk, dando conta de diversas coisas: limpar casa, trabalhar, ir ao mecânico, etc.)
Conclusão: há um ano de 90% de coisas que nem importam:
cortar o cabelo é a mais urgente hoje, 02 de maio de 2016.
-

sábado, 30 de abril de 2016

Dia de estar em casa e tudo lento que só. E faz frio de 22 graus no RJ.
E ouvir música enquanto se lê as letras e pensar que sentir muito nem sempre cabe no mundo real.
E lembrar do blogue e do exercício calmo de sanidade que havia na escrita constante.
Falando comigo mesmo como o mais eficiente dos terapeutas.
E sentir saudade de tudo, e se jogar nas nebulosas do cérebro,
com álcool, memória, livros e drogas. E musica. E, vá lá, a vasta internet.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

escrotinho do acaso:
01. me fodeu com suas fodinhas. exigiu desculpas, exigiu perdão, mas manteve o não colado na testa. tô, hoje 08 de dez de 2015, com raiva de 01.
02. tivesse botão era quem escolheria. mulher boa e generosa. cérebro, liberdade para experimentação sexual e intelectual. mas não tem o maldito botão.
03. tesão de bicho. uma coisa rara prum homem como eu, de poucas mulheres. quero dizer: tesão, num lugar raro e, sei lá, talvez místico. ela é gostosa, farta, dá tesão doido, de bicho. não consigo pensar em 03. sem deixar de pensar.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

um dia

Isso é um diário.
-
Sinto olhos nas costas
de gente que quer
me distrair de mim mesmo
, mas avisei
que era só eu só eu só eu.
*
A honestidade não é virtude
e, mesmo em 2015,
há damas que creem em sacrifício
e liberdade.
Ao mesmo tempo
as damas querem tudo
ao mesmo tempo:
sacrifício e liberdade;
mas sou fraco
e só penso em mim
e digo às damas:
- o mundo não segue
essa maravilha bonita
que você tanto caprichou.
- o mundo, neném,
é mau e está
muito pouco se fodendo
para você
e suas ações positivas.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

O cérebro é cheio de encantos e funciona de maneira esplendorosa.
Eu no mercado meio ocupando o tempo e meio frustrado de não ter uma grande sacada para a janta.
Vou aos congelados lembrando que carpacio é carpacio é carpacio.
Em micro segundos: repara o mundo externo e vejo um rosto que. O rosto ri meio idiota. Em micro-segundos o rosto vira sua amiga e o riso sinal de que está alí e o rosto ri de constrangimento/deboche. E lembro, ainda em micro segundos, do papo 'faço compra aqui'; e eu meio que olho pra traz e reparo em duas pernas largadas que caminham em uma velha calça jeans e sim, eu concluo: é a L. que está alí, e o rosto é da amiga da L., e esse jeito meio escroto de caminhar é da L.
Mas entendo, ainda nos micro segundos, que não é pra olhar mesmo e que L. acha melhor fingir que não viu.
Aceito. Em Paz. Até porque apenas rompeu meu fluxo cerebral íntimo e confuso.
Então faço e tento lembrar o que cogitava comprar. E vou e volto. E, vira e mexe, lembro da presença que foge e olho mais o chão do que as prateleiras.
Coimbra 3 cervejas, Martini nas compras e, porra, meu caralho, puta reação exagerada, pensou eu ao pensar em você e na bobagem que eu lhe disse.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Depois de anos ela retorna e está ainda mais linda.
Devo dizer que também estou melhor, mais forte, sobretudo.
E falamos.
E há papo.
Ela melhorou com o tempo e não é mais maluquete sem direção de anos atrás.
Eu também melhorei, não sou mais o que acredita na própria desgraça.
E há papo, memória, álcool e uma liberdade franca de conversas inteligentes.
Há afeto, mesmo sem mimimi e há certo encanto ao perceber que, apesar de tudo,
tudo faz sentido.
-
Pela manhã reparei em suas lindas costas.
Embora desejasse ver um peito ou outro, um mamilo ou outro, vi as costas nuas e tive uma epifania:
- mulher linda, dessas que dá vontade de exibir pro mundo.


sábado, 27 de junho de 2015

Ver o brilho das palavrinhas na tela do computador.
Eu alimentava um blogue com frequência e escrever era parte da minha vida.
Não mais.
Posso culpar o FB e coisas do tipo. Faz sentido, mas agora não é o caso.
Bem ou mal, mesmo pouco, com o blogue eu escrevia porque sabia que seria lido. Havia leitores.
Agora não. Digo na lógica antiga do Blogue.
O FB é exposto demais e é, no entanto, o que hoje mais se aproxima do Blogue.
Não há nada dizer,
apenas a vontade de brincar de escrever na tela brilhante do computador.